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Notcias na 25 de maro

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O Boticário usa a memória olfativa como conceito da campanha de Natal para celebrar as reconexões

Campanha criada pela AlmapBBDO é inspirada no clássico da literatura O Pequeno Príncipe, ao som de “Hey, Jude”
Mágica, sensível e comovente, a campanha do Boticário, marca já reconhecida por contar histórias reais, se inspirou na obra O Pequeno Príncipe para nortear a campanha de Natal deste ano, que lança luz sobre reconexão por meio da memória olfativa. O conceito do filme teve como ponto de partida o cenário pandêmico e o futuro pós-pandemia para depositar mensagens de otimismo e esperança, no encerramento de mais um ano marcado pelo isolamento social.

Especialista em perfumaria há mais de 40 anos, o Boticário aliou seu core-business ao desejo de devolver os cheiros da vida para as pessoas neste Natal. O sentido, que muitas pessoas perderam durante a pandemia, aparece como elemento central no filme conceito da campanha.

“Nós somos a marca reconhecida por falar de amor e dar visibilidade a histórias reais. Após dois anos de desafios, incluindo perdas irreparáveis para milhares de brasileiros, nós desejamos devolver os cheiros da vida neste momento de reencontro e reconexão com família e amigos e depositar um pouco de esperança”, comenta Renata Gomide, Diretora de Marketing do Grupo Boticário.

Isolada no seu próprio mundo, a protagonista do filme representa as pessoas que, durante a pandemia da Covid-19, estiveram distantes de familiares e amigos. Em uma retrospectiva, com narração de trechos do clássico “O Pequeno Príncipe”, ela relembra algumas das cenas frequentes ao longo do ano: a emoção da alta de quem venceu o vírus; as videochamadas como recurso para estar nos momentos mais importantes; os vizinhos se encontrando nas janelas ou sacadas para dar uma dose de alegria em meio aos desafios.

A AlmapBBDO idealizou o filme que transmite a essência do amor, atrelada ao gesto de valorizar momentos e conectar pessoas pelo olfato.

“Neste ano, quisemos trazer algo esteticamente diferente, que se destacasse. Nós fizemos questão de manter um elemento fundamental para a marca: histórias emocionantes com um olhar otimista e esperançoso como o mundo precisa”, diz Pernil, Diretor Executivo de Criação da AlmapBBDO.

O olfato, sentido mais complexo do corpo humano, capaz de evocar memórias, emoções e conectar pessoas a momentos, independente da distância física, também permeou a criação do Centro de Pesquisa do Olfato, área dedicada ao estudo do sentido, que, por meio do desenvolvimento tecnológico e científico, tem como objetivo fomentar e difundir conhecimento em torno do tema. O centro reunirá profissionais multidisciplinares que atuam em áreas como ciência e inovação para gerar conhecimento e incentivar pesquisas visando o bem-estar e qualidade de vida da sociedade.

Como uma das iniciativas do Centro no pilar de Diversidade Sensorial, a marca apresenta o recurso de acessibilidade olfativa #QueCheiroTem, idealizada pela W3haus, agência do Boticário para redes sociais. A hashtag expande a cultura da acessibilidade nas redes sociais ao fornecer elementos descritivos para quem não pode sentir o cheiro das fragrâncias da marca – seja por perda de olfato ou por outra razão. Confira o vídeo da campanha:

(Fonte: Julia Zamarioli) - 29/11/2021
Garoto de 9 anos cria game que incentiva reflorestamento

Do virtual ao real: a cada 10 árvores plantadas no jogo de Ivan Neves, uma árvore será plantada por empresas anunciantes

Em meio às mudanças climáticas radicais e um cenário grave de desmatamento não só na América Latina como em terras brasileiras, alguns projetos de reflorestamento tentam conscientizar o público sobre a importância de preservar o meio ambiente e lutar pela saúde das florestas originárias. Um deles foi desenvolvido por Ivan Neves, de 9 anos, aluno da codeBuddy, escola de tecnologia especializada em programação, robótica e segurança digital para crianças e jovens de 7 a 16 anos. O garoto criou um game no qual o jogador planta árvores virtuais e pode também contribuir para a plantação de árvores na vida real.

O diferencial do projeto é envolver diretamente as empresas, que de acordo com dados do jornal britânico The Guardian, são responsáveis por mais de 480 bilhões de toneladas de dióxido de carbono e de metano liberadas na atmosfera nos últimos 40 anos.

“No meu projeto, a cada dez árvores virtuais plantadas, uma vai ser plantada na vida real. Ela será plantada pelos anunciantes do game toda vez que algum usuário vencer. As empresas vão poder participar colocando os anúncios delas dentro do jogo, o que vai ajudar todo mundo na vida real também”, explicou Ivan, que criou o game com o objetivo de ajudar o planeta.



Ivan Neves, aluno da CodeBuddy
Foto: Arquivo Pessoal/Ivan Neves

“Uma árvore é a forma mais eficiente de salvar a natureza. Ela diminui o ruído, purifica o ar, é um abrigo para vários animais. Dessa forma todo mundo pode ajudar o planeta, e qualquer pessoa pode jogar, porque o jogo é simples e para todas as idades”, completou o mineiro.

A iniciativa de Ivan é especialmente importante dentro do cenário atual de crise ambiental no Brasil. De acordo com informações oficiais do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia, a Amazônia perdeu cerca de dez mil quilômetros quadrados de floresta entre agosto de 2020 e julho de 2021, meses em que se mede o desmatamento. A taxa é 57% maior que a da temporada passada, além de ser a pior dos últimos dez anos. Nesse cenário, é essencial que a preocupação com o meio ambiente seja despertada nas crianças o mais cedo possível, criando adultos preocupados em reverter a situação e cuidar do planeta para as próximas gerações.

O envolvimento de crianças e adolescentes no assunto pode ser ainda mais aproveitado a partir do conhecimento da programação, que dá as ferramentas tecnológicas necessárias para a criação de plataformas independentes, apps e games como o de Ivan. A ideia da codeBuddy é oferecer ensino personalizado, colocando o aluno como protagonista do próprio aprendizado e fazendo com que o interesse desperte da própria criança.

O contato com esse tipo de aprendizado ajuda no desempenho em sala de aula, auxilia no desenvolvimento do raciocínio lógico e matemático e cria mecanismos naturais para uma inserção posterior no mercado de trabalho. A importância da programação para crianças e jovens é uma tendência mundial. Atualmente, o sistema de ensino público norte-americano espera que a ciência da computação seja matéria obrigatória no ensino médio nos próximos anos.

Em outubro, a codebuddy lança um curso rápido chamado Wayfinding: Reprogramando o Futuro, que conta com uma grade de quatro semanas e uma carga horária de 1h30min por semana, totalizando 6 horas de imersão e aprendizado: a intenção é que, a partir dessa experiência curta, crianças e pais decidam quais os interesses dos filhos. Para isso, a empresa oferece uma plataforma de ensino com material didático e foco em desenvolvimento de habilidades, incentivando a criatividade e a resolução de problemas. A ideia é que a criança aprenda a pensar por si própria e tenha autonomia na hora de resolver os problemas.

Para crianças que se interessam pelo meio ambiente e outras questões sociais e políticas, a programação pode oferecer ferramentas para que elas possam participar ativamente na sociedade e ter voz ao lado de seus colegas de escola. O estudo da disciplina também ajuda no desenvolvimento neurológico, contribuindo para o desenvolvimento escolar e a preocupação a longo prazo com questões sociais.

(Fonte: FF ) - 29/11/2021
Pesquisa aponta maior conexão dos brasileiros com seus lares na pandemia

A pesquisa foi realizada com pessoas afetadas direta ou indiretamente pela pandemia, tendo como foco a relação com suas casas

Não podemos negar que a forma como lidamos com nossos lares na pandemia mudou radicalmente. É um pouco doido que até quase dois anos atrás, nossa casa era um lugar para descansar. Passávamos de entre 10 e 12 horas fora de casa — às vezes até mais, e nossa relação com nossos lares era apenas rápida e passageira, e com sorte um lugar para “curtir preguiça” nos fins de semana. A pandemia da COVID-19 mudou tudo. De passar o dia fora, agora passamos a ficar dentro de casa.

Muitas salas que eram para apenas curtir o sofá viraram parcialmente área de trabalho, e muitas cozinhas que eram aquele lugar de elaborar um almoço legal de domingo, viraram apenas um espaço onde “quanto mais fácil e rápido, melhor”. Os horários passaram virar um vidro embaçado, onde com descuido, se trabalha mais do que os tempos exigidos. A rotina com crianças e família mudou. Nossa casa virou mais que um lugar passageiro. E então nossa relação com nosso lar mudou completamente.

Para entender melhor essas mudanças dos brasileiros com seus lares na pandemia, o Google, junto com a Consumoteca se juntaram e fizeram não apenas uma pesquisa, como também acompanharam 20 lares — de classe sociais econômicas diferentes, e de diferentes estados — não apenas mostrar números, mas também compreender quais essas mudanças e como elas vão impactar na rotina pós-pandemia.



Parte da pesquisa mostra, por exemplo, que a busca por novos imóveis cresceu cerca de 23% no primeiro semestre de 2021, em comparativo com o mesmo período do ano anterior. Outra pesquisa mostra que a procura de móveis que se adaptem a nova situação cresceu exponencialmente, por exemplo, buscas por “escrivaninhas multifuncional” cresceu 240% em relação ao ano anterior.

Seja para se mudar, ou para deixar seu lar mais confortável possível para se encaixar na situação, uma coisa é certa, o brasileiro passou a ter uma relação muito mais intimista com o próprio lar. Uma pesquisa on-line do Google em junho apontou que 42% dos brasileiros se sentem mais ligados às suas casas depois da pandemia, e também mostrou que 47% dos entrevistados pretendem continuar a colocar a casa como um investimento prioritário, mesmo depois da pandemia.

Como a pandemia afetou as mudanças e percepções de nossos lares
Depois de um ano e meio de pandemia, é normal que haja mudanças nos planos que antes estavam só no papel. Ideias — que agora viraram decisões — como aquela reforma que ficou parada por muito tempo, a independência (sair da casa dos pais), casamentos, o crescimento da família com a vinda de filhos, ou até mesmo o divórcio, geraram novas necessidades de consumo e adaptação nos lares dos brasileiros. A ideia agora já não é mais algo passageiro, e sim muito mais permanente e pensado para o futuro.

ssas atitudes ficam evidentes ao compararmos as motivações das compras que já foram feitas com aquelas que estão por vir, exemplo é uma pesquisa apontando que as compras relacionadas a uma mudança de imóveis sobem de 15% para 20%.

A necessidade que os brasileiros sentem em adaptar o lar a rotina pandêmica vem dando lugar à intensão de compra impulsionada pela retomada dos planos que voltam a sair do papel

Fábio Garcia, Head de negócios para o segmento de Varejo do Google Brasil

Mas essas mudanças e percepções das pessoas com seus lares na pandemia, não é apenas algo romântico e idealizado. Por passarmos mais tempo agora em casa do que na rua — ou em escritórios fechados — estamos tendo uma percepção muito maior das coisas que precisam ser feita, e temos a necessidade de mudar o ambiente para que ele se adeque a essa nova realidade.

Quais as motivações que impulsionam essa necessidade de compra e adaptações?

Para entender profundamente essas adaptações o Google mapeou 4 camadas de motivações para todas as mudanças que temos feito — ou queremos fazer em nosso lar:

Funcionalidade: itens que se tornaram essenciais nas novas configurações de rotinas e usos da casa;
Conforto: necessidade de se sentir bem em casa;
Performance: compensar de alguma forma experiências que antes eram vividas fora de casa;
Inovação: desejo por novidade.
Mas é claro que isso pode ser um pouco ambíguo, já que isso pode mudar de família para família, suas condições e classes sociais, ainda mais com a crise tendo deixado muito mais as claras as diferenças sociais, e isso afeta completamente a forma como as pessoas enxergam seus lares na pandemia. Uma família mais abastada vê isso mais como um upgrade de algo que já está bom, enquanto famílias menos abastadas vê isso como uma necessidade de funcionalidade, com muitos itens sendo comprados pela primeira vez.

As principais mudanças dentro dos lares na pandemia
Sala: lugar de multitarefas
Entre o todos os cômodos, a sala foi o local mais afetado dentro de casa, de acordo com a pesquisa. O que antes era apenas um lugar de lazer e descanso social virou agora, área de trabalho, estudos, convívio, refeições e também o lazer. A busca por móveis que pudessem suprir essa multifunções subiu cerca de 100% se comparado ao ano anterior.

O home office que hoje é uma forma de trabalho que durante a pandemia se tornou quase que a forma oficial de trabalho foi uma das maiores razões para que houvesse compras e reajustes no ambiente da sala. As buscas por móveis que se adequassem subiu exponencialmente, quase 37% a mais em pesquisas de móveis modulares, e é objetivo de quase todo brasileiro (41%) tornar esse espaço cada vez mais funcional e confortável.

Cozinha: quanto mais prático, melhor
Eu cresci ouvindo de minha mãe que a cozinha é o lugar da casa onde mais passamos nosso tempo. Não discordo. Mas com o confinamento, a verdade é que cozinhar passou a ser uma grande fadiga, ainda mais quando se passa tanto tempo em casa em uma rotina que pode ser bem exaustiva. Então a busca por itens que facilite o preparo do alimento se tornou a principal busca do brasileiro. Exemplo é que pesquisas de produtos como Airfryer subiu 32% em comparação ao último ano, a busca por torradeiras cresceu 24% e 22% as buscas por sanduicheiras.

Mas por outro lado, a pesquisa indica que aqueles que moram sozinho ou como casal, a cozinha virou um lugar de prazer e hobbie, tendo como o ato de cozinhar uma aventura. Procurando entender melhor a origem dos alimentos e novas formas de cozinhar, o que fez com que a preocupação por saúde e equilibrio se tornassem maiores.

Confira outros itens que tiveram suas buscas em alta:

Micro-ondas (+12%);
Potes organizadores (+11%);
Cafeteira (+12%).
Quarto: a funcionalidade para descanso
Durante a pandemia, o cômodo se tornou um espaço para relaxamento e privacidade — para aqueles que tem esse privilégio. A surpresa foi o maior interesse por conforto sensorial, um aconchego para além da cama, presente nas roupas de cama e jogos de toalha. Essas buscas por qualidade e conforto chegou a crescer 145%. As maiores buscas são as camas-baú que cresceu 17% e caixas organizadores e cabines +12%.

Quintais e varandas – o luxo premium
A varanda ou um quintal tornou-se um grande item de desejo — e também um artigo de luxo — considerando que os imóveis que os possuem são mais caros se comparados à imóveis que não. Podemos ver isso com a alta busca por esse espaço durante a pandemia, e mesmo agora com a volta parcial da rotina fora de casa essa busca ainda é um dos principais fatores na busca, crescendo cerca de 20% no primeiro semestre de 2021, se comparado com o mesmo período do ano anterior.

Para quem não tem uma varanda ou um quintal, trazer um pouco da natureza para dentro de casa também foi um fator muito importante para muito lares na pandemia. Fato é que a busca por artigos relacionados a jardinagem cresceram também.

A busca por imóveis: os principais fatores de pesquisa

Outra pesquisa do Google essa feita em setembro, mostra a busca por imóveis e o mercado imobiliário. Feita com 1 mil brasileiros, os números apontam que preços (41%) e localização (35%) ainda são os fatores mais importantes na hora da busca. A pesquisa também aponta que com o crescimento dos números de vacinados, a busca por salões de festa também subiu mais de 91%. A mesma pesquisa aponta que 66% dos brasileiros estão sempre buscando novas informações sobre os imóveis e o mercado, mas 22% dizem se desanimar com a possível burocracia de fechar o contrato.

Ao buscar por imóveis, o consumidor costuma pensar muito, já que é um item de alto valor e a decisão é, em geral, feita em conjunto com familiares e amigos

André Gibin, head de insights para o seguimento de Aplicativos e Serviços do Google Brasil
Para 31% dos entrevistados que buscam aluguéis, disseram querer se mudar pois a casa não atendem mais a suas necessidades. Já aqueles que preferem comprar um imóvel, 40% dizem querer realizar o sonho da casa própria. A pesquisa do Google aponta também que pelo menos 20% visitam mais de cinco imóveis antes de fechar um contrato.

Quando perguntados sobre o que consideram na hora das buscas por imóveis nos aplicativos e no próprio Google, o preço (40%), a qualidade e quantidade de fotos (33%) e completa discrição de detalhes sobre o imóvel (28%) são os principais fatores na hora da escolha e início de contato para visitas.

Crise habitacional também é uma realidade do brasileiro
Mas enquanto os estudos do Google aponta uma mudança e um hábito de consumo em relação a adequação de seus lares na pandemia, temos o outro lado da moeda, que indica as crises politico-social que infringe diretamente o artigo 6º da Constituição Brasileira que afirma que é responsabilidade da União – o Estado – o desenvolvimento de “programas de construção de moradias e a melhoria das condições habitacionais”

A edição 2020 da Tese de Impacto Social em Habitação — revisada à luz dos impactos da pandemia — mostra um panorama assustador, nos quais os riscos físicos, psicológicos, sociais e econômicos foram intensificados entre os mais de 11 milhões de moradias que não estão de acordo com as normas básicas de saúde.

Um terço dos 72,4 milhões de domicílios brasileiros tem condições inadequadas para habitação. O levantamento indicado pela Fundação João Pinheiros de Minas Gerais com dados de 2019 concluiu que essas residências tem problemas de estrutura, saneamento básico e irregularidades fundiárias.

Em meio à pandemia do novo coronavírus, a habitação, que se tornou o espaço de trabalho e da vida social de diversas pessoas devido ao isolamento, vem refletindo uma desigualdade latente e um desrespeito a Constituição e acordos internacionais. Segundo dados da campanha Despejos Zero, no último ano, mais de 9 mil famílias sofreram com ações de despejos pelo país, sendo que outras 64 mil seguem correndo risco de perder seus lares.

Uma nota técnica do Ipea, divulgada em meados de 2020, apontava para mais de 220 mil pessoas vivendo em situação de rua no Brasil, desconsiderando ainda os efeitos da pandemia. Neste cenário, apesar do colapso na saúde e a crise econômica, as ações de despejos continuam ocorrendo com a permissão do judiciário, enquanto se propagava o discurso do “fique em casa”.

Neste cenário, alguns representantes do Poder Legislativo vêm se mobilizando para emplacar projetos de lei que proíbam os despejos durante a crise sanitária, como é o caso da PL nº 1975/2020, de autoria da deputada Natália Bonavides (PT-RN), foi aprovado na Câmara Federal em maio de 2020.

Ainda nos primeiros meses de pandemia, em julho de 2020, a Organização das Nações Unidas (ONU) já mostrava preocupação com a permanência de políticas de despejos e remoções no Brasil. Quando os primeiros dados referentes aos despejos em solo brasileiro começaram a ser divulgados, o relator especial pelo Direito à Moradia da ONU, Balakrishnan Rajagopal, em comunicado divulgado à imprensa, criticou a atuação do Estado brasileiro:

O Ministério da Saúde brasileiro pediu às pessoas que fiquem em casa se tiverem sintomas, que lavem bem as mãos e mantenham um distanciamento físico para evitar o contágio. Ao mesmo tempo, centenas de famílias foram despejadas no estado de São Paulo sem qualquer acomodação alternativa, impossibilitando o cumprimento das recomendações oficiais e tornando-as em alto risco de contágio.

Balakrishnan Rajagopal, relator especial pelo Direito à Moradia da ONU
Também há de se considerar a situação vivida por famílias que se viram obrigadas a trocar as paredes de concreto por de madeira, tendo a lona como telhado. Desde julho de 2020, moradores da ocupação Jardim Julieta, que surgiu em meio à pandemia em um terreno baldio na Zona Norte de São Paulo, sofrem com a ameaça de reintegração de posse por parte da Prefeitura, que é dona do terreno.

Entre os cortes que agravam o cenário está o do Orçamento de 2021 para a habitação. O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) vetou 98% dos recursos que seriam destinados ao Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), que financia as obras da faixa 1 do antigo Minha Casa Minha Vida, agora chamado de Casa Verde e Amarela. O congresso previa um orçamento de R$ 1.540 bilhão, que foi limitado a R$ 27 milhões. O corte impacta, principalmente, a faixa do programa voltada às famílias de baixa renda, que ganham até R$ 1,8 mil.

Por um lado temos muitos brasileiros que ficaram intimista de seus lares na pandemia, mas também podemos ver que muitos perderam seus lares na pandemia, e em meio uma crise sanitária, perder o lar é a última coisa que deveria ser uma preocupação.

(Fonte: Amanda Almeida) - 16/11/2021
Atualização Taproot do bitcoin é ativada e facilita transações complexas

Taproot traz novo esquema de assinaturas para economizar espaço e simplificar contratos inteligentes no blockchain do bitcoin

A aguardada atualização Taproot do blockchain do bitcoin (BTC) finalmente chegou. Primeira grande mudança desde 2017, ela foi ativada na madrugada deste domingo (14) e traz melhorias na privacidade e na eficiência da rede.

A mudança aconteceu às 2h15 de domingo com a mineração do bloco 709.632. Segundo o CoinDesk, até o momento, pouco mais da metade dos nós conhecidos do bitcoin mostram estar atualizados. O resto ainda roda o software antigo e não pode seguir as novas regras da Taproot. Mesmo assim, pelo menos 90% dos mineradores indicaram ter planos para atualizar o programa.

Do lado dos usuários, suas carteiras precisarão ter suporte à nova versão. Por enquanto, são poucas as compatíveis. Geralmente, esse processo é lento: a última grande atualização — a SegWit (Segregated Witness), de 2017 — demorou dois anos para estar em 50% das carteiras.

O que muda com a Taproot?
A grande novidade da Taproot são as chamadas assinaturas Schnorr. Agora, as transações contam com múltiplas assinaturas ilegíveis, que ficam menos expostas na rede e dão mais privacidade aos usuários.

Por outro lado, isso não traz maior anonimato para endereços individuais no blockchain público, o que é importante no combate à lavagem de dinheiro.

Os chamados contratos inteligentes também ficarão mais fáceis e baratos com o novo esquema de assinaturas. Esses contratos são acordos codificados que automatizam vários processos e podem ser usados para transações como o agendamento de pagamentos mensais ou até o pagamento e registro de um veículo.

Assim, é possível eliminar intermediários e fazer com que o bitcoin seja mais um meio de pagamento e menos um ativo digital especulativo. Com a mudança, esse tipo de operação ocupará menos espaço no blockchain, abrindo um leque de oportunidades e negócios.

Brasileiros passaram mais de 10 horas por dia na frente de telas

Segundo universidades mineiras, crescimento foi de mais de 60%, o que acarretou em danos para a saúde

Já não é mais novidade que o sonho do home office se tornou pesadelo em muitas famílias, mas um dado recente pode explicar ainda melhor o impacto da vida digital nos últimos anos. Um estudo elaborado por pesquisadoras de universidades mineiras revelou que a exposição às telas durante a pandemia aumentou de 6,5 horas para 10,5 horas por dia — é um crescimento de mais de 60%. A pesquisa também apontou prejuízos à alimentação e à prática de atividades físicas por causa do tempo extra no mundo digital.

O estudo, publicado na revista Public Health Nutrition, foi realizado em conjunto pelas universidades federais de Minas Gerais (UFMG), de Lavras (UFLA), de Ouro Preto (UFOP) e de Viçosa (UFV) e começou aproximadamente cinco meses após o início da adoção das medidas de distanciamento social no País. Ele foi projetado para verificar quais eram as mudanças nos hábitos da população no período da pandemia e, para isso, distribuiu questionários online de agosto a setembro de 2020 a pessoas com idade igual ou superior a 18 anos.

O estudo, publicado na revista Public Health Nutrition, foi realizado em conjunto pelas universidades federais de Minas Gerais (UFMG), de Lavras (UFLA), de Ouro Preto (UFOP) e de Viçosa (UFV) e começou aproximadamente cinco meses após o início da adoção das medidas de distanciamento social no País. Ele foi projetado para verificar quais eram as mudanças nos hábitos da população no período da pandemia e, para isso, distribuiu questionários online de agosto a setembro de 2020 a pessoas com idade igual ou superior a 18 anos.

Tamires Souza, doutoranda do Programa de Pós-graduação em Ciência de Alimentos da UFMG e uma das participantes da pesquisa, indica que diversos desses fatores se relacionam para a definição dos números. "Trabalhadores que mantiveram sua rotina inalterada, pessoas que relataram maior tempo de sono e pessoas que praticavam atividade física estiveram menos propensas ao excesso de uso de telas e dispositivos", explicou.

Andrea Jotta, do Laboratório de Estudos de Psicologia e Tecnologias da Informação e Comunicação, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), lembra também que o uso excessivo de tecnologia representa prejuízo para a saúde das pessoas quando há efeitos no mundo offline. Além do impacto na alimentação e no sono, há pessoas que se privam de sair para ambientes públicos, não se sentem seguras para enfrentar entrevistas de emprego presenciais ou até se sentem inaptas para desenvolver relações face a face.

Alimentação piorou
De acordo com o estudo feito pelas universidades mineiras, o cenário de pandemia e o excesso do digital interferiram negativamente nas ações no "mundo real". O aumento do consumo de alimentos ultra processados, lanches, doces e até do hábito de "beliscar" entre as refeições é um desses sinais. Tamires explica que essa relação entre o uso excessivo de telas e a piora das escolhas alimentares já vem sendo evidenciada em diversas pesquisas, que apontam que os "dispositivos digitais alteram reações de fome e saciedade e ativam vias metabólicas relacionadas ao estresse".

Já é sabido também que as redes sociais produzem um efeito hiperalerta nos usuários, dificultando o sono noturno. Como a pandemia permitiu que algumas pessoas dormissem até um pouco mais tarde, a pesquisa sinaliza ainda uma mudança na rotina dos voluntários, especialmente sentida nos hábitos alimentares. Houve maior adoção de lanches da madrugada e até abandono de algumas refeições, como o café da manhã e o almoço.

Para Andrea, o preparo da refeição e o contato com alimentos saudáveis também são alguns conselhos para a independência dos meios digitais. "O ser humano não mudou. Então mantenha a sua rotina, coma sentado numa mesa, saia de frente da tela, se permita meditar, cozinhe seu próprio alimento, faça exercícios físicos. A dica é usar a internet como forma de conquistar aquilo que você quer, mas pense antes naquilo que você quer", reforça.

Aumento acelerado
Um aumento do tempo de uso das telas já era esperado por especialistas, mas foi acelerado com a pandemia. "Com a chegada do 5G, a gente já sabia que viria uma grande massa de entrada na internet e que isso ia acontecer ao longo dos próximos cinco ou dez anos, atingindo as classes sociais em diferentes momentos, algo gradual. De repente, tudo passou a ser online", explica Andrea.

Embora o crescimento de mais 60% do uso diário seja um dado significativo, a psicóloga destaca que a quantidade de horas passadas em frente à tecnologia não é um parâmetro de saúde, mas a forma como essa experiência é administrada. "O que a gente vê de dano significativo do ponto de vista de saúde mental é para as pessoas que se perdem nesse uso", diz a pesquisadora da PUC-SP.

Para Tamires, o aumento da relação das pessoas com as telas reforça o que outros trabalhos já haviam apontado. Ela lembra também que, mesmo antes da pandemia, o excesso de tecnologia já foi indicado como causa para alterações da postura, maiores níveis de sedentarismo e até maiores índices de mudanças psicossociais.

Andrea ainda aponta que um sinal de vínculo positivo com o digital pode ser medido pela capacidade de se desconectar. "Talvez a saúde mental esteja nesse espaço onde a gente conhece a potência de desligar, sair fora, ficar três dias sem responder o WhatsApp, não curtir nada. A saúde mental está quando nos damos a possibilidade do off".

Conexões futuras
A segunda fase do estudo elaborado pelas universidades mineiras está em andamento e se refere à reaplicação do questionário após dez meses da primeira consulta. A expectativa é que até o final de 2021 os resultados conclusivos sejam apresentados. "Como a piora foi percebida de uma forma global, caso se perpetue, poderá interferir no agravo da situação de saúde com o aparecimento e piora das doenças crônicas, altamente impactadas pelos hábitos e estilo de vida", explicou Tamires.

Mesmo assim, a retomada para o mundo offline vai exigir calma. Andrea diz que o fim das restrições e a retomada da vida presencial devem ser encarados com paciência quando o assunto é tecnologia. "Temos que entender que a ruptura foi traumática e, então, o retorno será gradual. Não adianta a gente achar que vai romper com o que viveu nos últimos dois anos", diz.

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Sobre o Portal da 25 de Março

O Portal da 25 de Março foi lançado em 01 de janeiro de 2002, tendo como objetivo principal a divulgação de empresas e produtos comercializados na região da rua Santa Ifigênia no centro da cidade de São Paulo, focando-se principalmente em produtos voltados para a área doméstica em geral.